Presos injustamente por 30 anos tentam recuperar tempo perdido

Imagine ficar mais de 30 anos atrás das grades por um crime que não cometeu. O Domingo Espetacular contou a história de dois homens que passaram por isso após serem condenados injustamente. 

Com a participação do advogado Danilo Brack, a reportagem revelou histórias emocionantes de pessoas que tiveram suas vidas interrompidas por erros judiciais. Após décadas de encarceramento injusto, esses indivíduos enfrentam a difícil missão de reconstruir suas vidas e encontrar justiça.

Eles usaram o tempo para aprender a ler, a cozinhar e tiveram que se acostumar com a rotina dura da prisão. Só que agora, esses dois homens finalmente estão livres. 

Será que vão conseguir recuperar o tempo perdido?

Assista à reportagem completa na íntegra:

Reprodução: Matéria do Domingo Espetacular, da Rede Record de televisão, com participação de Danilo Brack para comentários sobre os casos.

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Imigração: crianças abandonadas nas fronteiras americanas são deixadas à sorte

O programa “Fala Brasil” da TV Record, abordou um tema extremamente importante e urgente: as crianças abandonadas nas fronteiras americanas. 

Segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, nos últimos 6 meses os agentes federais encontraram mais de 58 mil menores desacompanhados e deixadas à própria sorte. 

Esses menores migrantes são encaminhadas para o departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos e ficam no sistema de abrigo do governo americano em média por 28 dias. A expectativa é que esse ano o número de crianças abandonadas nas fronteiras supere o ano passado.

Segundo o advogado Danilo Brack, nessa situação inicia-se um trabalho em cooperação com o departamento de famílias de vários estados, na tentativa de localizar os pais biológicos ou de familiares próximos que podem receber as crianças, tanto dentro dos Estados Unidos quanto foram. Entretanto, se esses familiares não forem localizados, inicia-se um processo de adoção.

Assista a reportagem completa na integra:

Reprodução: Matéria do Fala Brasil, da Rede Record de televisão, com participação de Danilo Brack para comentários sobre o caso.


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Divórcio no Brasil ou nos Estados Unidos: qual vale para imigração?

Um assunto muito complexo e que causa muitos problemas nas legalizações é divórcio – devo fazer nos EUA ou no Brasil? A resposta depende muito do estado onde você reside nos EUA. 

Alguns estados do país, como Massachusetts, não aceitam divórcios onde pelo menos uma das partes não estava presente fisicamente. Portanto, quando os dois moram nos EUA, um divórcio no Brasil não é reconhecido como válido e um posterior casamento é inválido ou “defeituoso”. Decorrente disso, recebemos muitos clientes anualmente na Bracklaw que divorciaram por procuração, casaram novamente e agora ou seu Green Card foi negado por causa desse defeito, ou temos que dar essa triste notícia quando vem consultar cheios de alegria para iniciar o processo de permanência no país.

Você está nessa situação? Casou e depois se divorciou por procuração no Brasil somente? 

A boa notícia é que na Bracklaw já fizemos dezenas desses processos “curando” o defeito do divórcio e (quando necessário) do novo casamento. 

Portanto, dependendo do estado onde você reside, divórcio no Brasil só é válido nos EUA se um dos dois esteve fisicamente presente no divórcio. Se as duas partes moram nos Estados Unidos, o divórcio precisa ocorrer aqui e depois haverá uma homologação desse divórcio no Brasil. Lembrando que onde ocorreu o casamento (nos EUA ou no Brasil), não é relevante para determinar a questão da validade do divórcio estrangeiro e reconhecimento nos EUA.

Se você tem dúvidas sobre esses procedimentos ou se encontra nessa situação, procure nossos escritórios para agendar uma consulta. 

Contato: (978) 453-7225 

E-mail: info@bracklaw.com 

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Papo Reto: destaques do evento com participação de Danilo Brack

Na última terça-feira, 21, aconteceu o evento “Papo Reto” em Lowell, cidade do estado de Massachusetts. O evento também foi transmitido pelo YouTube e contou com a participação do advogado e CEO da Brack Law, Danilo Brack e com o radialista do programa “Vem Viver Show”, Sergio Resende. 

Durante a palestra, diversos temas foram abordados relacionados ao processo imigratório, como a obtenção de visto de trabalho, green card, naturalização, entre outros. Além disso, Dr. Danilo esclareceu dúvidas dos espectadores e forneceu informações valiosas sobre o processo imigratório.

O evento foi muito bem organizado e a transmissão pelo YouTube permitiu que pessoas de diferentes lugares pudessem participar.

No final da palestra, muitos participantes elogiaram a iniciativa e agradeceram ao Dr. Danilo pela clareza e objetividade nas explicações. O “Papo Reto” foi sem dúvida um sucesso e esperamos que mais eventos como esse possam ser organizados para ajudar as pessoas a alcançarem seus sonhos de imigrar para os Estados Unidos ou permanecerem no país de forma legal.

Perdeu o evento?
Assista no canal da Brack Law no YouTube.

Evento “Papo Reto” com Danilo Brack e Sergio Resende

No dia 21 de março você é nosso convidado especial no Papo Reto!
Danilo Brack e Sergio Resende, estarão juntos para falar sobre imigração, direito civil nos EUA e no Brasil, além de responder todas as dúvidas do público.

O evento presencial será na Mill Church – 460 Westford Street, Lowell MA 01852.
Mas você também pode participar online pelo canal da BrackLaw no YouTube. Estaremos ao vivo!

Caso Lenaria: criminosa achou que conseguindo o green card estaria impune

Por Jehozadak Pereira, 4 de março de 2023, Metropolitan News USA

A prisão de Lenaria Aparecida Pereira Sandoval, na segunda-feira, 27, parecia mais uma das tantas que tem acontecido nos últimos anos e alguma operação das autoridades contra criminosos brasileiros que se refugiam nos Estados Unidos fugindo da Justiça brasileira. Porém, na medida em que as informações foram surgindo, deu-se conta que Lenaria havia assassinado José Ribeiro de Lima, 66 anos, em 4 de dezembro de 2013, em Campos Altos, MG, e depois ateou fogo no corpo dele.

Na época, o crime chocou a população da pequena cidade de cerca de 15 mil habitantes e a própria Lenaria foi ré confessa do assassinato, que em princípio tinha a cumplicidade de Juliana Aparecida de Moraes, que no julgamento foi inocentada. Durante os depoimentos, Lenaria apresentou três versões diferentes.

De acordo com documentos judiciais do julgamento, Lenaria foi considerada culpada pelos crimes de:

  1. Homícidio duplamente qualificado por motivo fútil e pelo emprego de asfixia contra a vítima;
  2. Crime de destruição de cadáver, que foi parcialmente incendiado e,
  3. Crime de furto do carro da vítima, um Fiat Strada pelo concurso de duas ou mais pessoas.

Lenaria que na época dos fatos tinha 20 anos de idade, foi condenada a uma pena de 15 anos de reclusão e mais dois anos por agravantes, totalizando 17 anos de condenação. Decidida a não responder pelo crime praticado, Lenaria deixou o Brasil em dezembro de 2015 vindo para os Estados Unidos, onde se casou e em abril de 2021 obteve o status de residente permanente (green card).

Em julho de 2021, Lenaria foi ao Brasil onde ficou por algumas semanas e mesmo processada, agiu como se não tivesse praticado um crime gravíssimo. “Ela não se preocupou em demonstrar arrependimento nenhum do que havia feito. Alugou um carro e dirigia para todo lado e a vista de todo mundo, participou de festas, foi a bares e agia do jeito que bem entendia”, diz uma testemunha que não será identificada. 

Nesta ocasião ela foi notificada pessoalmente de que o seu julgamento estava marcado e assinou a intimação. Mesmo assim e de acordo com um relatório da Polícia Federal, Lenaria deixou o Brasil e voltou para os Estados Unidos.

Um ofício datado de 16 de dezembro de 2021, assinado por Mário Alexandre Veloso Aguiar, delegado-chefe da Delegacia de Polícia Federal em Uberaba/MG, informava ao juiz Saulo Carneiro Roque, Juiz de Direito da Comarca de Campos Altos, MG, que Lenaria havia deixado o Brasil via Aeroporto Internacional de Guarulhos em um voo da Delta em direção a Atlanta, Georgia no dia 28 de julho de 2021, dias depois de assinar a notificação judicial do seu julgamento. 

Em 21 de setembro de 2021, o juiz Júlio Ferreira de Andrade ao proferir a sentença de condenação afirmou “(…) A acusada não compareceu ao julgamento perante o Tribunal do Júri, o que entendo ser até um direito da acusada (que afinal tem direito constitucional ao silêncio). Contudo, esse direito deve ser exercido por quem tem endereço fixo, facilmente identificado. Não é o caso da acusada que está, segundo a defesa, nos Estados Unidos. Quem está fora do país respondendo a um processo criminal dessa gravidade, deve informar, de forma clara, que vai (ou foi) para os Estados Unidos, além de comprovar a residência no exterior o que não ocorreu no caso concreto”. 

Ainda em 21 de setembro de 2021, juiz Saulo Carneiro Roque, assinou o mandado de prisão contra Lenaria, que passou a ser considerada foragida da Justiça brasileira.

Morando em Massachusetts, Lenaria trabalhava em uma pizzaria em Quincy, cidade nos arredores de Boston e mesmo legalmente casada com um homem, vivia um romance com uma namorada e mantinha contas nas redes sociais, onde mostrava sua paixão pela mulher com declarações de amor.

Foto/reprodução: redes sociais

Muitas pessoas que sabiam do assassinato cometido por ela no Brasil tinham receio de falar alguma coisa, temendo possíveis represálias. O nome de Lenaria foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol ainda em setembro de 2021, o que possibilitou a sua captura pelas autoridades americanas. Na ordem de captura internacional, Lenaria é definida como perigosa e violenta pela Interpol.

“Lenaria apostou que fugindo do Brasil e obtendo o green card nos Estados Unidos, estaria impune do crime que ela cometeu. A arrogância e a falta de noção dela achando que nada aconteceria com ela de nada valeram. Agora que foi presa vai finalmente pagar pela atrocidade que fez e trazer um pouco de paz para a família do homem que ela matou”, afirma uma outra pessoa que também não será identificada.

Situação imigratória
No press release que comunicou a prisão de Lenaria, o ICE informou que ‘Embora (Lenaria) Sandoval tenha procurado e obtido uma mudança em seu status de imigração nos Estados Unidos em abril de 2021, as autoridades de imigração descobriram que ela não divulgou suas acusações criminais quando solicitou essa alteração. Ao deixar de divulgar essas acusações de forma fraudulenta, ela violou os termos da mudança em seu status de imigração’.

A reportagem do Metropolitan News USA perguntou ao advogado Danilo J. Brack, especialista em direito imigratório, o que significa essa omissão e quais são as consequências. Confira a seguir a resposta de Brack.

“O formulário específico do Green Card (mudança de status para residência permanente) pergunta se a pessoa já foi presa, indiciada, acusada ou detida por qualquer tipo de autoridade oficial, incluindo imigração, guarda-costeira, militar ou qualquer coisa assim. Depois  o formulário pergunta se a pessoa cometeu algum crime de qualquer tipo, mesmo que não tenha sido preso, indiciado, acusado ou julgado por este crime, independente de resultado. Pergunta ainda se a pessoa alguma vez se declarou culpado de algum crime, se já foi um réu ou um acusado em alguma acusação criminal. São quatro perguntas feitas especificamente – perguntas 25, 26, 27 e 29, que muita gente responde errado e que são um problema e é por isso que o aplicante precisa da assistência de um advogado de imigração que vai saber como agir. São perguntas que vão além de a pessoa ser culpada ou não e se estas perguntas foram respondidas erroneamente, o aplicante pode ser atuado por fraude imigratória que em si é uma base para deportação, revogação do green card e até de cidadania se este for o caso. Há casos que muitos anos depois de a pessoa ter obtido a cidadania americana e o governo resolver fazer uma auditoria, ou durante algum treinamento de oficiais que revisam tudo e podem achar alguma inconsistência, ou mentira e cancelam o privilégio. Reitero a importância de a pessoa ser assistida por um advogado especializado e não por notários ou ultimamente em ‘consultores de imigração’, ou firmas que têm páginas na internet que dão a entender que são advogados de imigração quando não são. Um advogado capacitado saberá como agir ou como reverter um caso de respostas erradas como um caso que foi parar na Suprema Corte de ineficiência advocatícia. 

No caso específico da Lenaria, se as perguntas da imigração são sobre crimes e acusações em qualquer lugar do mundo, então sim. O fato dela ter omitido (o crime de assassinato) torna ela passível de deportação e o Green Card é cancelado. Se ela não tivesse omitido e tivessem aprovado aí seria outra história”, conclui o advogado de imigração Danilo J. Brack.

Originalmente publicado em: Metropolitan News USA – Caso Lenaria

BrackLaw é destaque no Gala Ball & Dinner 2022 da Brazilian Times

Matéria publicada na revista BT Magazine

Aconteceu no dia 10 de dezembro o XVII Annual Gala Ball & Dinner/2022, mais conhecido como Baile de Gala do Brazilian Times. O evento teve como finalidade contar a história da comunidade brasileira nos Estados Unidos e homenagear aqueles que se destacam em suas áreas de trabalho.

A BrackLaw foi uma das homenageadas da noite, recebendo reconhecimento que reflete anos de dedicação e trabalho duro para fazer a diferença na vida de tantas famílias.

Parabenizamos toda a equipe pelo seu sucesso e continuem o bom trabalho!

Menino de 6 anos é apreendido após abrir fogo contra professora em escola no leste dos EUA

Um menino de 6 anos abriu fogo na última sexta-feira (6) dentro de uma sala de aula no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, ferindo gravemente uma professora, e encontra-se sob custódia policial, informou a polícia.

Nenhum aluno ficou ferido no incidente, que ocorreu na Escola Primária Richneck, na cidade costeira de Newport News, no leste dos EUA.

“O indivíduo é um aluno de 6 anos. Ele está agora mesmo sob custódia policial”, informou em coletiva de imprensa o chefe da polícia local, Steve Drew, acrescentando “não se tratar de um tiro acidental”.

“Estou chocado e com o coração partido”, disse o superintendente das escolas da cidade, George Parker. “Precisamos do apoio da comunidade para garantir que as armas fiquem fora do alcance dos jovens.”

Tiroteios em escolas devastam os EUA, com tragédias recentes, incluindo o assassinato, em maio passado, de 19 crianças e dois professores em Uvalde, no Texas, por um atirador de 18 anos.

Reprodução: Matéria da Rede Record de televisão, com participação de Danilo Brack para comentários sobre o caso.

Originalmente publicada em: noticias.r7.com

Caso em Milwaukee: criança de 10 anos mata mãe a tiro depois de se recusar a comprar fone de ouvido virtual

Dia 21 de Novembro um menino matou sua mãe com um tiro em Milwaukee, Wisconsin. A causa do crime aparentemente foi uma combinação de sua mãe proibi-lo de comprar um fone de ouvidos virtual e acordá-lo no próximo dia meia hora mais cedo que o normal. entretanto, investigações demonstram que o menino exibia problemas psicológicos e de comportamento sérios há vários anos, estava em tratamento e sua mãe estava seguindo orientações profissionais quando impediu a compra do objeto – a predileção por jogos eletrônicos violentos havia sido identificada como fator de influência no comportamento da criança.
Desde então o menino contou várias versões diferentes do que aconteceu, foi indiciado como adulto por homicídio negligente e homicídio intencional, e teve sua fiança estipulada em US$50,000.00. A família declarou, em entrevistas nos últimos dias, que o menino não demonstra nenhum remorso pelo acontecido e ainda prosseguiu em fazer o pedido dos fones de ouvido um dia após a morte da mãe.
O crime chocou a nação e trouxe à tona vários temas: O indiciamento de crianças como adultos, a necessidade de identificação e ação mais efetiva em casos de pessoas com problemas mentais sérios (inclusive crianças), entre outros. Nos EUA 24 estados autorizam indiciamento de crianças como adultos, com idades variando entre 8 e 14 anos dependendo do estado – Em 2001 Lionel Tate, 13 anos, matou sua vizinha de 6 anos e foi condenado à prisão perpétua; em 2014 duas meninas de 12 anos mataram uma colega a facadas e receberam 25 e 40 anos de prisão; em 1929 um menino de 6 anos foi condenado com 15 anos de prisão pela morte de uma menina de 8 anos.
As possibilidades nesse caso são várias, e dependem muito das leis locais de Wisconsin, mas espera-se que apresentem defesa de insanidade e também incapacidade mental pela idade. Fatos reportados desde o crime apoiam a tese de insanidade e a idade da criança tem precedente até mesmo da Suprema Corte dos EUA por ser reconhecido que um cérebro não está totalmente formado até os 25 anos de idade. Isso, entretanto, terá possivelmente impacto na sentença e não na culpabilidade, e consequentemente remove quase que absolutamente a possibilidade de uma pena de morte.

Reprodução: Matéria da Rede Record de televisão, com participação de Danilo Brack para comentários sobre o caso.

Biden canaliza Stephen Miller para deportar requerentes de asilo haitianos

O presidente Biden implorou aos americanos que prestassem atenção à orientação de especialistas em saúde pública para conter a disseminação do Covid-19. Mas quando se trata de deportar refugiados desesperados que tentam buscar asilo na fronteira sul , o governo do presidente confiou em uma ordem discriminatória da era Trump baseada em preocupações com a pandemia que alguns desses mesmos especialistas dizem não ter fundamento.

No domingo, três voos contendo mais de 320 migrantes haitianos chegaram a Porto Príncipe, parte do esforço do governo Biden para expulsar os quase 15.000 migrantes que estavam acampados na cidade fronteiriça de Del Rio, Texas, esperando para pedir asilo no Estados Unidos. Mais seis voos devem partir para o Haiti na terça-feira, e sete devem partir diariamente a partir de quarta-feira, de acordo com a Associated Press .

A lei protege o direito dos refugiados de solicitar asilo assim que estiverem nos Estados Unidos, mas o Título 42 , uma cláusula de saúde pública que a administração Trump implementou em março de 2020, permite sua deportação imediata. A disposição, supostamente impulsionada pelo falcão da imigração Trump e pelo virulento racista Stephen Miller, é baseada na ideia de que os migrantes representam um risco único para a saúde pública enquanto os Estados Unidos tentam combater a pandemia.

“Não faz sentido do ponto de vista da saúde pública. Não faz nenhum sentido ”, disse o Dr. Ronald Waldman, presidente do grupo de direitos humanos Doctors of the World. “A proibição de cruzar a fronteira foi aplicada seletivamente aos requerentes de asilo, mas os estudantes podem cruzar a fronteira, os empresários podem cruzar a fronteira, há muita gente cruzando a fronteira. É uma linha de raciocínio ridícula. Estamos no meio de uma pandemia. Estamos tentando convencer as pessoas da importância da saúde pública e ouvir os conselhos e recomendações das autoridades de saúde pública. É zombar da saúde pública. ”

“Acho que muitos de nós tínhamos esperança de que, com o advento do governo Biden, algumas das políticas mais especiosas e espúrias como o Título 42 [seriam revogadas]”, acrescenta a Dra. Michele Heisler, diretora médica da Physicians for Human Rights. “Nunca, nunca houve qualquer base de saúde pública para selecionar os requerentes de asilo para deportação.”

Biden fez campanha para adotar uma abordagem mais humana em relação à imigração após quatro anos de xenofobia e crueldade. Ele prometeu acabar com o Muro da Fronteira, admitir mais refugiados e não deportar nenhum migrante sem documentos em seus primeiros 100 dias de mandato. Mas a mudança não veio fácil, especialmente porque Biden busca promover o bipartidarismo com um Partido Republicano que está espumando pela boca para manter “imigrantes ilegais” (também conhecidos como “seres humanos em busca de uma vida melhor”) fora dos Estados Unidos. Isso levou defensores a acusar a administração Biden de brincar de política com as vidas de refugiados que buscam asilo. É a única justificativa que muitos deles podem apresentar para explicar por que continua a deportá-los sob o Título 42. “A melhor palavra que posso usar para descrever é ‘conveniência política’, diz Waldman. “Eu não sei. Eu não sei qual é o ponto,

Waldman e Heisler foram dois das dezenas de médicos que assinaram uma letraenviado aos Centros de Controle de Doenças no mês passado expressando “grave” preocupação com o Título 42, que o governo Biden tem usado, se não abusado, para contornar as leis de asilo humanitário desde que o presidente assumiu. Só em janeiro, mais de 62.000 migrantes foram expulsos sob o Título 42, de acordo com Alfândega e Proteção de Fronteiras. O número chegou a 73.000 em fevereiro, quando a ACLU fez sua primeira contestação legal contra a ordem de Biden. “Ao longo de sua presidência, Trump desmantelou proteções legais para pessoas que buscavam segurança em nosso país – e sob o pretexto de saúde pública, ele causou mais sofrimento para os requerentes de asilo”, disse Carol Rose, diretora executiva da ACLU de Massachusetts, na época . “Nossa luta por essas famílias continua, até e a menos que o governo Biden acabe com essa prática cruel de uma vez por todas.”

A ACLU continuou a lutar contra a ordem no tribunale a administração Biden continuou a defendê-la conforme necessário para combater a disseminação da Covid-19. Na quinta-feira passada, no entanto, o juiz Emmet Sullivan do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia governou que a administração de expulsar famílias sob o Título 42. O Secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, defendeu a ordem enquanto falava em Del Rio na segunda-feira – alegando que o objetivo é “proteger o público americano, proteger as comunidades ao longo da fronteira e proteger os próprios migrantes” – e o governo Biden está apelando da decisão do Juiz Sullivan.

“Anteriormente, a administração havia dito que pararia de aplicar o Título 42 a certas famílias com crianças pequenas”, disse Jennifer Ibanez Whitlock, conselheira política da American Immigration Lawyers Association, sobre a administração renegando seus planospara iniciar a eliminação do Título 42. “Mas isso nunca foi algo que um tribunal ordenou que fizessem. Agora eles realmente têm uma ordem judicial e estão apelando. ”

“O fato de o governo ter decidido apelar dessa decisão e dobrar essa política da era Trump é realmente uma farsa e uma traição das promessas de campanha feitas sobre um tipo diferente de fiscalização da imigração”, acrescenta Kathryn Hampton , coordenadora do Programa Rede Asilo da Médicos pelos Direitos Humanos.

Ao derrubar a capacidade do governo de expulsar famílias sob o Título 42, o juiz Sullivan permitiu ao governo Biden uma estadia de 14 dias para se preparar para a entrada em vigor da decisão. O governo respondeu intensificando a expulsão de haitianos que buscavam asilo na fronteira sul, enviando-os de volta à ilha-nação devastada pelo terremoto, cujo presidente foi assassinado neste verão. “Eles estão usando cinicamente a estada de 14 dias para expulsar o maior número possível de haitianos”, diz Hamptons. “É tão calculado.”

Médicos pelos Direitos Humanos é uma das várias organizações que têm implorado para consultar o CDC de Biden sobre o pedido, que o vice-presidente Mike Pence supostamente forçou a agência a implementarno ano passado, apesar dos protestos de seus cientistas. “Passei a maior parte da minha carreira profissional no CDC, então sei um pouco do que acontece lá”, diz Waldman. “Acho que todos nós naturalmente presumimos que o governo Biden iria reverter a decisão.”

Este não foi o caso, e grupos de saúde pública disseram que seus apelos à agência ficaram sem resposta. “É uma caixa preta para nós”, diz Hampton. “Eles realmente precisam prestar contas à comunidade de saúde pública. Até agora não temos nenhuma indicação de que o CDC está ouvindo. ” (O CDC não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Rolling Stone . Nem o Departamento de Segurança Interna.)

A decisão do governo Biden de aumentar a expulsão de migrantes haitianos na fronteira significava uma profunda traição às promessas de campanha de adotar uma abordagem humana em relação à imigração. Esta traição foi retratada visualmente na segunda-feira com o lançamento de fotos que parecem retratar agentes de fronteira com chicotes a cavalo cercando os migrantes.

“O governo Biden está errando tremendamente como está respondendo à imigração”, disse Cynthia Garcia, do grupo de defesa dos imigrantes United We Dream, referindo-se às imagens divulgadas na segunda-feira. “Eles não podem dizer que são por acolher as pessoas com dignidade e são pró-imigrantes, ao mesmo tempo que negam o direito de asilo às milhares de pessoas que estão vindo para a fronteira. A violência que as pessoas estão experimentando agora é o impacto direto do que o governo tem feito em torno do Título 42 e da expansão da força de deportação. ”

“Isso faz com que a administração da Casa Branca pareça pior do que Trump”, diz Patrice Lawrence, do UndocuBlack, um grupo de defesa de imigrantes negros indocumentados. “Uma coisa é se a pessoa disse explicitamente a você ou correu em uma plataforma para ser má, outra é quando ela correu em uma plataforma que falava sobre equidade e justiça e o que eles estão fazendo claramente não é equidade e justiça. 

O fato de que o governo Biden sentiu a necessidade de se agarrar a uma cláusula da era Trump enraizada no racismo para administrar a fronteira não é um bom presságio para um futuro que promete e um fluxo ainda maior de refugiados conforme a crise climática se agrava. “Não há um plano para uma resposta humanitária coerente”, diz Heisler. “Isso é urgente agora, e será especialmente urgente com a mudança climática, que levará a migrações em massa e refugiados climáticos. Não estamos absolutamente preparados para isso. É outra área em que estamos apenas tendo respostas ad hoc, cruéis e desumanas para lidar com um problema sistêmico. ”

A crise climática e a pandemia significam que nunca foi tão importante construir políticas com base na ciência do que em expedientes políticos. Falar da boca para fora não é suficiente, e embora Biden rolou de voltaalgumas das políticas de imigração mais insidiosas do governo Trump, como observou Lawrence da UndocuBlack, em muitos aspectos, é pior. “Está claro que eles estão deportando haitianos por motivos políticos e não humanitários”, acrescenta ela. “Porque o que eles estão fazendo não está somando. Não está somando. ”

Conteúdo publicado originalmente em https://www.yahoo.com/entertainment/biden-channels-stephen-miller-deport-153823108.html