Setembro 2026

DEPARTAMENTO DE ESTADO AMERICANO ATUALIZA RISCOS NO BRASIL E ALERTA FUNCIONÁRIOS

Departamento de Estado dos EUA atualiza alerta de viagem para o Brasil e reforça advertências sobre áreas de risco

O Departamento de Estado dos Estados Unidos atualizou, em 31 de agosto de 2026, seu alerta de viagem para o Brasil, mantendo o país no Nível 2, “Exercite maior cautela” (Exercise Increased Caution).

A atualização chama atenção para riscos relacionados principalmente à criminalidade e aos sequestros e especifica algumas regiões onde os funcionários do governo americano estão sujeitos a restrições adicionais de deslocamento.

É importante, entretanto, fazer uma distinção: não houve aumento do nível geral de alerta para o Brasil.

O país continua no Nível 2. Segundo o próprio Departamento de Estado, a atualização de 31 de agosto modificou o resumo do aviso, mas não alterou o nível de risco nem os indicadores de risco, que incluem criminalidade e sequestro ou tomada de reféns.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ÁREAS DE PREOCUPAÇÃO?

O alerta estabelece uma recomendação especialmente forte para três categorias de áreas.

A primeira são as regiões próximas às fronteiras terrestres internacionais do Brasil.

O Departamento de Estado recomenda que seus cidadãos não viajem para áreas situadas a até 160 quilômetros (100 milhas) das fronteiras terrestres com Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Paraguai, em razão de crimes e sequestros.

Existem exceções específicas para o Parque Nacional do Iguaçu e o Pantanal, que não estão abrangidos por essa restrição.

A segunda categoria são os assentamentos habitacionais informais, incluindo áreas conhecidas no Brasil como favelas, vilas, comunidades ou conglomerados.

O governo americano recomenda que seus funcionários não entrem nessas áreas sem autorização específica, devido aos riscos relacionados à criminalidade.

A terceira envolve determinadas Regiões Administrativas do Distrito Federal, chamadas pelo Departamento de Estado de “Satellite Cities”.

São elas Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. A recomendação específica para funcionários do governo americano é que tenham autorização especial para viajar para essas regiões entre 18h e 6h.

O QUE MOTIVOU O ALERTA?

De acordo com o Departamento de Estado, crimes violentos podem ocorrer nas áreas urbanas brasileiras tanto durante o dia quanto à noite.

Entre os crimes mencionados estão homicídios, roubos à mão armada e carjacking, roubo de veículos com violência ou ameaça.

O órgão também afirma que grupos criminosos e organizações criminosas estão amplamente presentes no país e frequentemente estão ligados ao comércio ilegal de drogas.

Outro ponto destacado é o risco de crimes envolvendo sedativos ou drogas colocadas em bebidas, especialmente no Rio de Janeiro.

O alerta também chama atenção para situações em que criminosos utilizam aplicativos de relacionamento ou bares para se aproximar de estrangeiros antes de drogá-los e roubá-los.

O Departamento de Estado também menciona os chamados “sequestros expressos”, nos quais criminosos obrigam vítimas, frequentemente sob ameaça de arma, a sacar dinheiro em caixas eletrônicos ou realizar transferências por aplicativos bancários, incluindo o Pix.

Embora o órgão afirme que sequestros de cidadãos americanos para obtenção de resgate sejam raros, ressalta que estrangeiros continuam vulneráveis.

E QUANTO AOS TURISTAS AMERICANOS?

O alerta não significa que os Estados Unidos estejam recomendando que seus cidadãos não viajem para o Brasil inteiro. Essa interpretação seria incorreta.

O nível geral permanece 2, “Exercite maior cautela”, uma categoria que indica que os viajantes devem estar mais atentos aos riscos de segurança, mas não representa uma recomendação geral para evitar o país.

O próprio sistema do Departamento de Estado possui quatro níveis: 1, “precauções normais”; 2, “maior cautela”; 3, “reconsidere a viagem”; e 4, “não viaje”.

A recomendação, portanto, é regional e comportamental.

O governo americano orienta os viajantes a evitar determinadas áreas, especialmente fronteiras internacionais, assentamentos informais e determinadas regiões de Brasília em horários noturnos.

Além disso, recomenda evitar andar sozinho à noite, não ostentar objetos de valor, ter cuidado em bancos e caixas eletrônicos, evitar praias depois do anoitecer e ter atenção especial ao transporte público.

O Departamento de Estado afirma que passageiros de ônibus municipais apresentam maior risco de roubo ou agressão, especialmente durante a noite, e seus funcionários no Brasil são orientados a não utilizar ônibus municipais.

UMA ATUALIZAÇÃO QUE MERECE ATENÇÃO, MAS NÃO DEVE CAUSAR PÂNICO

A informação mais importante para interpretar corretamente a notícia é que o Brasil não passou para um nível mais elevado de alerta.

O país continua no Nível 2, e o próprio histórico oficial registra que, em 31 de agosto de 2026, não houve mudança no nível ou nos indicadores de risco.

Portanto, a atualização deve ser entendida principalmente como um reforço e detalhamento das áreas consideradas de maior risco, e não como uma nova determinação para que americanos deixem de visitar o Brasil.

Para quem pretende viajar ao país, a recomendação mais prudente é consultar diretamente o aviso oficial antes da viagem, verificar as condições específicas do destino e adotar medidas básicas de segurança.

O alerta completo pode ser consultado no site oficial do Departamento de Estado dos EUA, Brasil Travel Advisory.

EM RESUMO CONTEXTUALIZADO

O Departamento de Estado atualizou seu alerta para o Brasil, porém não elevou o Brasil para um nível superior de risco.

A principal mudança está no detalhamento das áreas e horários considerados de maior preocupação, especialmente fronteiras internacionais, comunidades informais e as regiões administrativas de Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá, em Brasília.

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ALERTA DE IMIGRAÇÃO

Nova decisão do BIA restringe pedidos para reabrir processos

Uma nova decisão do Board of Immigration Appeals (BIA) pode ter um impacto significativo para imigrantes que já tiveram seus processos negados e buscavam uma nova oportunidade de reabertura.

No caso Matter of M-M-L-J-, 29 I&N Dec. 843 (BIA 2026), o BIA determinou que, em regra, o imigrante tem direito a apresentar apenas um pedido de reabertura, seja perante a Corte de Imigração ou perante o próprio BIA, ressalvadas as exceções previstas em lei.

POR QUE ISSO É TÃO IMPORTANTE?

Até agora, existiam situações em que um caso poderia voltar a ser analisado mesmo depois de tentativas anteriores, especialmente quando surgiam novos elementos, mudanças relevantes nas circunstâncias ou outras bases jurídicas.

Na experiência da BrackLaw, existem casos que conseguiram ser reabertos somente depois da terceira, quarta ou até quinta tentativa.

O próprio Dr. Danilo Brack relata um caso em que foram necessários cinco pedidos ao longo de aproximadamente cinco anos, entre a Corte de Imigração e o BIA, até que o processo fosse finalmente reaberto.

Com essa nova interpretação, esse caminho pode ficar muito mais restrito.

“O BIA ESTÁ REESCREVENDO A LEI”

Para o Dr. Danilo Brack, a decisão representa uma interpretação extremamente preocupante.

“O BIA está, de fato, reescrevendo a lei e retirando de juízes de imigração a autonomia e autoridade de reabrir processos após a primeira negação.”

A preocupação está justamente na diferença entre ter direito a um primeiro pedido e impedir que a Corte considere pedidos posteriores quando existirem novas circunstâncias.

Segundo Dr. Danilo, essa limitação poderá atingir pessoas que, no futuro, apresentem uma situação diferente daquela existente quando o primeiro pedido foi analisado.

E QUEM JÁ TEVE UM PEDIDO NEGADO?

Este é o ponto que merece atenção.

Se você possui uma ordem de deportação, já tentou reabrir seu processo anteriormente ou acredita que novas circunstâncias poderiam permitir uma revisão do seu caso, não presuma que as mesmas possibilidades jurídicas continuam disponíveis.

Cada histórico precisa ser analisado individualmente à luz da nova decisão e das exceções que possam ser aplicáveis.

A expectativa agora é acompanhar como essa interpretação será tratada pelas Cortes Federais.

Tem um processo antigo ou uma ordem de deportação e quer entender como essa decisão pode afetar seu caso?

Entre em contato com a BrackLaw para uma análise individual.

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IMIGRAÇÃO • FAMÍLIA • ACIDENTES

 

Suprema Corte decide contra residente permanente em caso importante de imigração

Decisão reforça que acusações criminais podem trazer consequências sérias até para quem possui green card

Washington, D.C. A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, a favor do governo Trump em um caso relevante envolvendo imigração e os direitos de residentes permanentes legais, conhecidos como portadores do green card.

O caso teve início em 2012, quando Muk Choi Lau, residente permanente legal nos Estados Unidos, retornou ao país após uma breve viagem à China. Ao chegar em território americano, agentes de imigração decidiram colocá-lo em immigration parole, uma forma de liberdade condicional migratória.

A decisão foi tomada porque Lau havia sido acusado de um crime relacionado à venda de produtos falsificados, embora, naquele momento, ele ainda não tivesse sido condenado.

Lau argumentou que os agentes de imigração não tinham autoridade para tomar essa medida antes de uma condenação formal. Segundo ele, essa decisão teria facilitado o início do seu processo de deportação pelo Departamento de Segurança Interna, o DHS, após ele se declarar culpado pela venda de roupas falsificadas em Nova Jersey.

A Suprema Corte rejeitou o argumento.

Na opinião da maioria, escrita pelo ministro Clarence Thomas, a Corte afirmou que os agentes de fronteira não eram obrigados a provar, com evidências claras e convincentes, que Lau havia cometido um crime envolvendo torpeza moral antes de submetê-lo ao immigration parole.


O que essa decisão mostra?

A decisão reforça um ponto importante: ter green card não significa estar livre de consequências imigratórias diante de problemas criminais.

Acusações, condenações ou determinados históricos criminais podem impactar diretamente a permanência de um residente permanente nos Estados Unidos e, em alguns casos, abrir caminho para processos de deportação.

Para imigrantes, especialmente residentes permanentes, a orientação jurídica correta pode fazer diferença antes de viajar, antes de responder a uma acusação criminal ou antes de tomar qualquer decisão que possa afetar seu status.


Alerta para residentes permanentes

Quem possui green card deve ter atenção redobrada ao lidar com qualquer situação criminal. Um erro, uma confissão, uma viagem ou uma decisão tomada sem orientação pode trazer consequências muito maiores do que parece.

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SIJS

Entenda o que é e quais mudanças impactam o Green Card!

O QUE É O SIJS?
O SIJS (Special Immigrant Juvenile Status) é um status legal criado para proteger crianças e jovens que sofreram abuso, abandono ou negligência por um ou ambos os pais.
Esse status é concedido quando um tribunal de família de menores reconhece que não é seguro para esse jovem retornar ao país de origem.
Após a aprovação do SIJS, o jovem pode, quando houver disponibilidade de visto, solicitar a residência permanente (Green Card) e, no futuro, dar entrada na cidadania americana, desde que cumpra todos os requisitos legais.

PARA SE QUALIFICAR, É NECESSÁRIO, ENTRE OUTROS PONTOS:
• Ter menos de 21 anos no momento do pedido
• Ser solteiro
• Estar fisicamente nos Estados Unidos
• Possuir uma ordem judicial válida de um tribunal estadual
• Ter o pedido de SIJS aprovado pela imigração

VEJA O QUE MUDOU RECENTEMENTE?
Nos últimos anos, o SIJS passou por mudanças importantes que impactam diretamente quem está aguardando o Green Card. Uma das mudanças mais relevantes aconteceu no Visa Bulletin.
A partir de março de 2026, a imigração passou a aplicar o gráfico B para aplicantes do SIJS na categoria Employment-Based 4.
Na prática, isso significa que pessoas com data de prioridade anterior a 01 de janeiro de 2023 agora estão autorizadas a protocolar o pedido de Green Card, mesmo que o visto ainda não esteja disponível para aprovação final.
Essa atualização destravou muitos processos que estavam parados há meses.

POR QUE A ANÁLISE DO CASO É ESSENCIAL?
Mesmo dentro do SIJS, nenhum processo é igual ao outro.
Antes de protocolar qualquer pedido, é fundamental avaliar:
• Se a data de prioridade realmente permite a aplicação
• Se toda a documentação está correta
• Qual é o melhor momento e a melhor estratégia
• Quais riscos existem no caso específico

Agir sem orientação pode comprometer um caminho que foi construído ao longo de anos.

ORIENTAÇÃO MUDA O RESULTADO

Se você ou alguém da sua família tem SIJS ou está aguardando o Green Card, este é o momento de buscar orientação correta.
Nossa equipe está preparada para analisar cada detalhe do seu caso com responsabilidade, clareza e estratégia.

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Check-in do ICE: Agora presencial!

O check-in do ICE é uma exigência do controle imigratório para acompanhar pessoas que estão em processo ou sob algum tipo de supervisão. Não é apenas um compromisso administrativo.
Ele pode influenciar diretamente o futuro do imigrante nos Estados Unidos.

O aviso não significa automaticamente deportação, mas também não deve ser tratado como algo simples. O check-in é um ponto crítico do processo e precisa ser encarado com seriedade e preparo.

Por que o ICE exige o check-in?

O objetivo do check-in é manter o controle atualizado sobre a situação do imigrante. Qualquer inconsistência pode gerar alertas no sistema e impactar diretamente o caso

Um dos erros é comparecer sem conhecer o próprio histórico imigratório

Muitas pessoas não sabem se possuem ordem de deportação ativa, se o caso está aberto ou arquivado, ou se há pendências antigas. Essa falta de informação cria uma falsa sensação de segurança.

O comparecimento presencial aumenta os riscos de quem vai despreparado.

Com o check-in sendo presencial, postura, documentos e respostas ganham ainda mais peso. Ir sem orientação ou sem entender o próprio histórico imigratório aumenta riscos desnecessários.

O que deve ser revisado antes do check-in?

Antes de comparecer, é essencial revisar todo o histórico imigratório, ordens anteriores, pedidos pendentes ou negados, mudanças de endereço e qualquer contato anterior com imigração ou tribunal.

Atualização de endereço não é detalhe

Não informar mudança de endereço ao ICE é um erro comum. Comunicações importantes são feitas por correio, e não recebê-las não impede decisões sobre o caso.

Tudo o que é dito no check-in fica registrado.

Responder sem certeza, falar além do necessário ou tentar se explicar demais pode prejudicar o caso. Cada palavra dita fica registrada e pode ser usada futuramente.

É possível ir ao check-in acompanhado por um advogado?

Em algumas situações, o imigrante pode sim comparecer ao check-in acompanhado por um advogado.

A presença de um advogado traz mais segurança e ajuda a garantir que os direitos sejam respeitados durante o atendimento.

O que pode acontecer após o check-in?

Após o check-in, algumas pessoas recebem apenas uma nova data. Outras podem receber pedidos adicionais de documentos. Em situações mais delicadas, podem ocorrer mudanças imediatas no status do caso.

Não enfrente o check-in do ICE sozinho

Se você ou alguém da sua família recebeu um aviso de check-in do ICE, não ignore e não adie.

Entre em contato com a BrackLaw pelo telefone (978) 453-7225 ou pelo WhatsApp (978) 200-5650

Informação correta protege. Decisão certa muda destinos.

Como a BrackLaw atua nesses casos

A BrackLaw analisa cada caso de forma individual, orienta com clareza e, quando necessário, acompanha o cliente para garantir mais segurança, tranquilidade e proteção ao futuro do imigrante e da família.

A preparação começa antes, não no dia

O acompanhamento correto começa antes do check-in, com análise de riscos, orientação sobre documentos, postura e respostas. Esperar o dia do compromisso é correr riscos desnecessários.

Essa decisão nunca deve ser tomada com base em achismos ou relatos de terceiros. Cada caso é único e precisa ser analisado com cuidado.

A presença do advogado não garante que o imigrante não será detido no momento do check-in, porém, o advogado pode se inteirar de tudo o que acontecer, intervir dentro dos limites legais e já preparar uma estratégia específica para tentar reverter a situação.

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O que fazer em caso de detenção? Veja algumas dicas!

Caso você esteja em situação irregular nos EUA, saiba que a detenção é uma possibilidade concreta. Com a rígida política de imigração do atual governo, milhões de imigrantes convivem com a incerteza sobre o futuro. 

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Saiba quais são as maiores prioridades de deportação

Vamos iniciar este artigo com uma pergunta específica para imigrantes: você teme a deportação? Atualmente, essa é uma das maiores preocupações de estrangeiros que vivem nos EUA, sobretudo daqueles que estão em situação irregular. 

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É possível ser deportado após uma única corte de imigração?

Será que, obrigatoriamente, é preciso mais de uma corte de imigração para de fato um imigrante ser deportado? Ou a deportação pode ocorrer após uma única corte? Essas são algumas dúvidas comuns quando o assunto é a remoção de imigrantes.

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